Eu, tu, ele, nós Relações Públicas

Uma reflexão sobre o “problema” de ser e fazer Relações Públicas no Brasil


Como todo mundo sabe, ou deveria saber, Relações Públicas é uma profissão centenária e no Brasil teve uma projeção enorme durante a ditadura militar. De lá para cá, a profissão enfrentou diversos problemas com a própria reputação e com o advento da tecnologia e o “distanciamento” das relações devido a internet, nunca se fez tão necessário criar laços com os públicos de interesse, isto é, relacionar-se adequadamente com todos ou fazer relações públicas.

Interagir com os stakeholders é um desafio muito grande. Entendê-los, adaptar-se, criar mecanismos para alcançá-los, falar a mesma língua e dar continuidade ao relacionamento é uma missão árdua e não é qualquer um que sabe fazê-lo. Então, como a chave para a compreensão mútua e alavancagem da reputação é a comunicação, criou-se uma demanda alta no mercado de profissionais voltados para este segmento. Entretanto, a falta de conhecimento geral (mercado e profissionais) quanto às diferenças entre as habilitações de comunicação deixou as organizações confusas e sem saber distinguir os tipos de profissionais e suas habilidades. Concluiu-se então, que qualquer bacharel em comunicação sabe ou serve para fazer qualquer atividade de comunicação, principalmente, Relações Públicas.


Essa visão deturpada vem sendo alimentada há anos e, hoje, infelizmente, está se estendendo a profissionais de outras formações (das mais variadas) e até mesmo pessoas sem qualquer tipo de diploma. Certamente levo você ao questionamento sobre o papel do Conselho Profissional e com toda razão. Nesta mesma proporção de tempo, o Conferp e os Conrerps enfrentaram situações internas complexas, o que levou ao enfraquecimento da importância do seu papel. O problema é que os profissionais (nós RPs) também acabaram seguindo o mesmo caminho e essa ação em cadeia desenvolveu uma omissão da importância do profissional dentro e fora das empresas e também uma nebulosidade quanto às atividades de RP no país. Logo, as duas perguntas que valem milhões: o que é RP? O que faz um RP?


O foco aqui não é culpar, mas, sim, refletir sobre essa discussão que não é de hoje e que muitas vezes aperta os nossos corações. Até porque, o problema e a solução estão em nós mesmos (RPs): precisamos unir forças e agir.


Então, por conta da tecnologia e da necessidade de se fazer entender, podemos dizer que esse é o momento da reviravolta. Hoje, mais do que nunca, é preciso entender que RP também faz processos e é sinônimo de multidisciplinaridade, portanto complexa de explicar e entender. As Relações Públicas estão intrínsecas nas organizações, presentes em todo seu fluxo (vertical e horizontal) de forma cíclica e, por isso, é o cerne da existência e permanência das organizações no mercado. Razão pela qual torna-se fundamental o registro profissional e a Responsabilidade Técnica de Relações Públicas.


Precisamos chegar a este ponto para que os profissionais se reconheçam de uma vez por todas! E de uma RP para outro(a): “Nós somos os tipos de profissionais que as empresas querem, desejam. Nós somos treinados para fazer praticamente todas as atividades de comunicação. Cabe somente a nós, nos apresentarmos ao mercado da maneira correta e continuarmos nos capacitando para oferecermos cada vez mais um trabalho de excelência. As Relações Públicas estão por todos os lados e é por isso, que todo mundo quer ser e fazer RP. A nossa profissão é uma das poucas, desde sempre, que nunca vai ter fim, porque os públicos não vão ter fim”.


Sendo assim, caro colega RP, seja RP!


SOBRE

Roberta Paraguassú é consultora de Comunicação Integrada e a atual Secretária Geral do Conrerp1 - registro nº 3710. É formada em Relações Públicas pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso) desde 2008, pós-graduada em Gestão de Negócios e Marketing pela ESPM Rio (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e tem MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV Rio (Fundação Getúlio Vargas).

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